quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
O atentado de 20 de julho de 1944
Conforme visto na página sobre a Noite dos Longos Punhais, por exemplo, (http://fabricio.diaryland.com/longospunh.html) não foi o exército alemão (a Wehrmacht) que colocou Hitler no poder - os expurgos daquela noite foram uma forma que Hitler encontrou para tirar poder da S.A. e, ao mesmo tempo, dar poder às S.S. e agradar o exército. À medida que Hitler foi nazificando a Alemanha a partir da tomada do poder em 1933, obviamente, grande parte da Wehrmacht foi ficando do lado do Nazismo - mesmo assim, o exército alemão abrigava importantes focos de resistência a Hitler.
O principal grupo de resistência da Wehrmacht era liderado pelos oficiais Goerdeler, Beck, Witleben e Tresckow. Este grupo desejava construir um governo alemão sob bases cristãs. Após assassinar Hitler, eles planejavam tomar o poder e fazer uma paz em separado com a frente ocidental. Mas para dar uma idéia da mentalidade alemã da época, em muitos aspectos incompreensível sob um ponto de vista atual, os anti-nazistas eram na maioria anti-semitas, pretendiam continuar a guerra contra a União Soviética e não tinham intenção de devolver muitos dos territórios conquistados por Hitler. Isto, somado ao fato de que as os atentados contra o ditador alemão terem se intensificado quando a guerra estava virtualmente perdida, de certa forma tira o brilho das tentativas dos revoltosos - mas não se pode negar a coragem destes homens que deram suas vidas para livrar mundo do tirano mais sanguinário da História.
Primeiros atentados e Stauffenberg
A resistência dentro da Wehrmacht foi responsável por uma série de atentados fracassados contra a vida de Hitler - alguns deles, inclusive, não deram certo por um azar incrível, como na ocasião em que a espoleta de uma bomba colocada dentro do avião onde estava o ditador simplesmente não detonou. Mas o atentado mais importante de todos, e que ocasionou uma reação tão cruel e sangrenta por parte de Hitler que chocou os próprios alemães, ocorreu em 20 de julho de 1944, e foi perpetrado pelo Coronel Conde von Stauffenberg - um homem letrado, culto, amante dos esportes, de grande liderança pessoal, estatura e beleza física. Antes do atentado contra a vida de Hitler, Stauffenberg tinha perdido a mão direita, dois dedos da esquerda e o olho direito, quando o carro onde estava passou sobre uma mina - ele sofreu ainda sérios ferimentos na orelha esquerda e num joelho.
Planejamento
A principal dificuldade que o grupo de resistência anti-nazista estava encontrando para realizar os atentados era um método de segurança que Hitler utilizava: ele freqüentemente desrespeitava sua agenda de compromissos, e os locais e horários de seus compromissos raramente eram sabidos com antecedência - o que dificultava sobremaneira o planejamento dos atentados. Por isto, o grupo de Goerdeler decidiu que o perpetrador do atentado seria alguém que efetivamente tivesse acesso a Hitler em suas reuniões diárias com o comando militar alemão no quartel-general de Rastenburg - na qualidade de Chefe do Estado-Maior do Exército da Reserva, Stauffenberg freqüentemente era o homem que preenchia esta condição, e por isto foi escolhido como o homem que mataria Hitler.
Além do atentado, os revoltosos anti-nazistas pretendiam tomar inicialmente Berlim, pouco guarnecida pois a grande maior parte do exército estava nas frentes de batalha. A partir da capital alemã partiria inicialmente a informação da morte do ditador, da formação de um novo governo e as ordens de obediência a este novo gabinete. (Os revoltosos, inclusive, tinham diversos simpatizantes entre os oficiais espalhados pela Europa dominada, que também participariam do golpe a partir de seu início.) Tudo isto teria de ser feito rapidamente, a fim de que os nazistas não tivessem tempo de se reorganizar (isto, como se verá, acabou não ocorrendo - a demora e a hesitação dos anti-nazistas foi fatal para seus planos).
O atentado
Depois de algumas tentativas frustradas por parte de Stauffenberg, o dia do atentado acabou sendo marcado para 20 de julho de 1944, quando o perpetrador tinha uma conferência para apresentar a Hitler no quartel-general em Rastenburg. Stauffenberg levaria uma mala com uma bomba dentro, a qual deveria explodir dez minutos após a detonação.
Na véspera do atentado, Stauffenberg entrou numa igreja católica para uma prece. No dia marcado ele tomou um avião em Berlim às sete, chegando em Rastenburg depois das dez da manhã. Lá, aonde Hitler vivia e trabalhava, a segurança era intensa: até o mais importante general necessitava de um passe especial para entrar - existiam ainda três círculos fortificados com explosivos e arame farapado em volta do quartel de Hitler. Mas como o próprio Hitler tinha pedido para que Stauffenberg se apresentasse, este não teve grande dificuldade para entrar. Lá dentro, Stauffenberg despistou o anfitrião, General Keitel, comandante máximo do Exército alemão depois de Hitler, e com os três dedos que ainda lhe restavam detonou a bomba, que explodiria dali a dez minutos. Ele então entrou na sala, onde estava Hitler, colocou a mala com a bomba embaixo da mesa de reuniões, em volta da qual os presentes estavam reunidos, inventou uma desculpa e saiu. Stauffenberg estava já a uns duzentos metros do local quando a bomba finalmente explodiu - ele viu o explosão, a fumaça se espalhando com o impacto e alguns corpos saindo pela janela. A explosão foi tão intensa que ele teve certeza que ninguém sairia dali vivo. Tomou então o avião de volta de Rastenburg para Berim certo de que o atentado fora vitorioso e que Hitler falecera durante o mesmo.
Mas Hitler não estava morto - e isto por um incidente incrível, tão grande que ele considerou que foi graça da Providência Divina. O Coronel Heinz Brandt estava prestando atenção no que acontecia sobre a mesa de reunião de modo tão concentrado que quis se apoiar sobre ela - nisto percebeu que havia uma mala que atrapalhava seu o pé. Então ele tirou a mala de onde estava e colocou-a atrás de um pesado suporte de apoiava à mesa, também pesadíssima. Com isto o suporte passou a se interpor entre Hitler e a mala - e foi exatamente este suporte que amorteceu o impacto da bomba para o ditador nazista, que sofreu apenas queimaduras e escoriações. Brandt e mais três presentes faleceram em virtude da explosão, e todos no local ficaram mais ou menos seriamente feridos.
Fracassam dos revoltosos
Os anti-nazistas, a seguir, cometeram uma série de erros fatais. Os revoltosos foram omissos, indecisos, até mesmo medrosos. Muitos queriam de qualquer maneira saber se Hitler tinha de fato falecido no incidente, o que atrasou em muito o início das ações. Não aproveitaram o corte das comunicações que um dos revoltosos promoveu, isolando Rastenburg do resto da Alemanha. Não movimentaram as tropas na hora previamente escolhida, mas esperaram a volta de Stauffenberg a Berlim (ele chegou três horas depois do atentado a Berlim, vindo de Rastenburg). Não tomaram o centros de comunicação de telefone, rádio e TV. Não prenderam o Ministro da Propaganda do Reich, Joseph Goebbels, o único ministro alemão em Berlim, e nem atacaram os quartéis da Gestapo e da SS. Deram também a um oficial não envolvido com a conspiração um posto-chave na revolta.
Quando finalmente Stauffenberg chegou a Berlim, tomou iniciativa e, mesmo quando teve certeza que Hitler, ao contrário do que tinha pensado, sobrevivera, continuou insistindo na notícia de sua morte, para incitar a ação dos revoltosos. Fez tudo o que era possível, com grande coragem e bravura. Mas era tarde demais. Os nazistas tomaram conta da situação, dando ordens para que não fossem obedecidos comandos dos revoltosos, e a partir das nove horas da noite já se anunciava que Hitler falaria ao rádio à nação sobre a conspiração - o que acabou fazendo à uma da madrugada, prometendo vingança contra os que participaram da tentativa de golpe: “desta vez acertaremos as contas com eles (os revoltosos) da maneira como nós, nacional-socialistas (nazistas), estamos acostumados” - como em outras ocasiões semelhantes, Hitler cumpriu sua palavra.
Stauffenberg e dois companheiros de revolta, os generais Beck e Hoepner, foram executados por fuzilamento em 20 de julho mesmo, em torno das dez da noite pelo comandante-chefe do Exército de Reserva, o General Fritz Fromm. Fromm tinha sido simpatizante dos anti-nazistas, mas a ele interessava eliminar os revoltosos não só para cair nas boas graças de Hitler, como também para eliminar provas, pois Stauffenberg e seus colegas poderiam delatá-lo, já que ele sabia dos planos de matar Hitler há muitos meses e tinha acobertado os revoltosos. De qualquer modo, a atitude de Fromm matando Stauffenberg não serviu para acalmar Hitler, e Fromm foi executado em 19 de março de 1945 por fuzilamento (possivelmente ter sido fuzilado - o que é mais honroso que ser enforcado - foi um pequeno reconhecimento a seu serviço vital, ajudando a salvar o regime nazista).
Consta que as últimas palavras de Stauffenberg foram “Viva a nossa sagrada Alemanha” ( é importante ressaltar que até hoje, na Alemanha, em 20 de julho é comemorado o "dia Stauffenberg", em reconhecimento à sua coragem).
A vingança de Hitler
Quanto a Hitler, sua sede de vingança não teve limites (para se ter uma idéia, parentes e conhecidos das pessoas envolvidas no levante eram levados para campos de concentração). Não vale a pena se alongar muito neste ponto, mas mesmo os generais simpatizantes à causa nacional-socialista ficaram horrorizados com o que se seguiu. Os oficiais eram julgados no Tribunal do Povo (e não por um Tribunal Militar, como seria de se esperar) e se apresentavam em roupas civis, abatidos depois de longas sessões de tortura, com a barba por fazer e sem cintos ou suspensórios, para que suas calças ficassem caindo - tudo com finalidade de aumentar a humilhação dos réus. O juiz Ronald Freisler, um maníaco vil e imoral (a ponto de sua própria família ter tirado seu sobrenome após a sua morte - e possivelmente o segundo homem mais frio e cruel da história do nazismo depois de Heydrich) xingava sem parar os réus, não dando oportunidade para que eles pudessem responder - aliás, os próprios advogados de “defesa” chegavam a ajudar na acusação. Duas horas depois da sentença - morte por forca - os condenados eram executados de forma cruel: cordas de pianos, penduradas por ganchos de açougue, envolviam o pescoço dos condenados - os ganchos subiam lentamente, para aumentar seu sofrimento. Nas primeiras execuções este horror foi filmado, e o filme foi mostrado a Hitler e seus asseclas - na ocasião, consta que Goebbels pôs a mão diante dos olhos para não desmaiar. (O mesmo Goebbels tentou mostrar o filme das execuções e dos julgamentos a certos grupos do exército numa apresentação - mas os militares se recusaram a assisti-los, retirando-se logo no início da exibição. Depois os filmes foram retirados de circulação - o dos julgamentos existe até hoje, e presume-se que o filme das execuções tenha sido destruído por ordem de Hitler, para que o mesmo não caísse nas mãos dos inimigos.) E a matança continuou de maneira avassaladora: antes de serem executados, através de tortura os réus acabavam delatando outros envolvidos - e o processo continuava, rápido e cruel. O número de condenados a morte varia, segundo estimativas, entre 4800 e 7000.
Os julgamentos no Tribunal do Povo continuaram por vários meses, até que em 3 de fevereiro de 1945 uma bomba americana caiu sobre este Tribunal, matando o facínora juiz Freisler e destruindo dossiers relativos à maioria dos acusados ainda vivos.
O "DECÁLOGO", ESCRITO POR LÊNIN EM 1913.
a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:
1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa bsocialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...
Lula assina MP que torna desarmamento permanente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje Medida Provisória tornando permanente a política de entrega de armas ao governo em troca de uma indenização. Esta é uma das principais modificações da MP do Estatuto do Desarmamento que também estenderá de 02 de julho para 31 de dezembro o prazo de registro de quem tem armas e reduzirá o preço pago para se fazer o registro da arma. Com isso, o Ministério da Justiça espera aumentar o número de armas registradas, reduzir o número delas em circulação e, conseqüentemente, reduzir a criminalidade.
A meta inicial da primeira campanha de desarmamento era recolher 80 mil armas. Nos primeiros seis meses, já tinha sido alcançada. Em dezembro de 2004, o governo aumentou a meta para 200 mil. Terminou o período, em outubro de 2005, com 464 mil revólveres, pistolas e metralhadoras a menos em circulação no País. O material foi destruído, segundo o Ministério da Justiça.O valor da indenização a ser pago a quem entregar a sua arma ainda não foi anunciado. Ele será definido em decreto ainda a ser assinado. Em relação ao novo valor dos registros de armas, eles irão variar de R$ 30 a R$ 60.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/01/31/ult4469u18419.jhtm
Comentários: Será que ele vai desarmar o PCC ou só os cidadães honestos, como forma de nos tornar indefesos dos quadrileiros petistas?Planalto quer Matilde fora para não aumentar desgaste
O Palácio do Planalto avalia que a melhor solução para o caso da ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que fez uso irregular de cartões corporativos, é a sua saída do governo, revela nesta quinta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a Folha apurou, Lula deve tomar uma decisão sobre o destino da ministra hoje para evitar mais desgastes para o governo.
Ontem, Matilde foi convocada a dar explicações a ministros no Planalto sobre seus gastos. Ela é acusada de gastar R$ 110 mil em um ano com o aluguel de carros, R$ 5.000 em restaurantes e R$ 461,16 em um free shop (o único gasto que a ministra considera irregular).
Depois da reunião, a assessoria da ministra divulgou que "a ministra Matilde Ribeiro colocou-se à disposição para prestar informações aos órgãos competentes, apurar e corrigir possíveis falhas no uso do cartão de pagamentos do governo federal"
Se for comprovada irregularidade, os ministros disseram que ela deve ser obrigada a devolver o dinheiro, o que acontecerá também com o ministro Altemir Gregolin (Pesca). Ele pagou ao menos um almoço para uma comitiva chinesa numa churrascaria de Brasília. O caso do ministro Gregolin não é considerado tão grave pelo Planalto como o de Matilde.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u368436.shtml
Comentário: Deveriam demitir a maioria dos ministros que não tem competência para estar noi cargo e diminuir o número de ministérios. Além de acabar com o cabide de emprego que é o governo.
Governo restringe saques com cartão corporativo após suspeita de irregularidade
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União) anunciaram nesta quinta-feira restrições para o uso dos cartões corporativos. As medidas foram anunciadas após a suspeita de ministros terem usado irregularmente o cartão de crédito corporativo.
Entre as medidas anunciadas está a proibição de saques em dinheiro para pagamento de despesas cobertas pelo cartão, com exceção dos "órgãos essenciais" da Presidência da República, vice-presidência, e ministérios da Saúde e Fazenda, Polícia Federal e escritórios do Ministério das Relações Exteriores fora do país. Despesas de caráter sigiloso também não foram incluídas na proibição.
CGU vai investigar gastos da ministra Matilde Ribeiro pagos com cartão corporativo
As novas regras prevêem também que ministros poderão autorizar o saque de 30% do limite, o que precisará ser justificado.
Altemir Gregolin diz que usa de forma racional cartão corporativo e nega abusos
Os gastos com o cartão corporativo somaram R$ 75,6 milhões em 2007 --mais que o dobro que no ano anterior (R$ 33 milhões). Do montante gasto por ministros e servidores com o cartão, mais da metade (R$ 45 milhões) foi sacada em dinheiro.
"A idéia é reduzir ao mínimo os saques. Mas como não é fácil mudar os hábitos, não conseguimos até agora transformar o saque em exceção", disse Hage.
O cartão também não poderá ser usado para pagamento de passagens e diárias de servidores. E, em 60 dias, o governo federal vai encerrar todas as contas correntes abertas em nome de servidores --usadas para pagamento de despesas de baixo valor.
O decreto com as mudanças deve ser assinado nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A virtude do cartão é que você pode questionar a qualidade do gasto. Item por item do que foi gasto pode ser verificado pela internet", defendeu Bernardo.
Hage disse que hoje só seis ministros usam o cartão corporativo: Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Orlando Silva (Esporte), Altemir Gregolin (Pesca), Marina Silva (Meio Ambiente), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Reinhold Stephanes (Agricultura).
Aumento
De acordo com a CGU, 7.145 pessoas possuem o cartão corporativo na administração federal, sendo que 56% não ocupam cargos de confiança. As despesas mensais de 53% do portadores do cartão foram inferiores a R$ 300. Os gastos superiores a R$ 2.000 foram registrados nas faturas de 9% dos portadores.
Segundo Hage, os censos agropecuário e populacional nos municípios com até 170 mil habitantes, e as operações da Polícia Federal durante os Jogos Pan-americanos foram responsáveis pelo aumento dos gastos do cartão corporativo em 2007. As despesas com os censos e o reforço da segurança durante o Pan somaram R$ 41,4 milhões.
O ministro ressaltou que nem todos os ministérios aumentaram os gastos com o cartão corporativo. A Presidência da República, segundo ele, caiu de R$ 5,3 milhões em 2006 para R$ 5 milhões no ano seguinte.
De acordo com a CGU, os ministérios do Meio Ambiente, Integração Nacional e das Comunicações também reduziram o pagamento de despesas com o cartão corporativo.
Gastos suspeitos
A decisão foi tomada após a divulgação de que os ministros Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca) teriam usado o cartão de forma irregular.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u368641.shtml
A situação de Matilde, na avaliação do Palácio do Planalto, é considerada a mais grave. As despesas da ministra com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 461,16, Matilde gastou mais de R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
No caso de Gregolin, a fatura do cartão do ministro registra o pagamento de uma conta de R$ 512,60 de um almoço com uma comitiva chinesa em uma churrascaria de Brasília.
Já Orlando Silva teria usado o cartão corporativo para pagar o consumo de R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais.
Também chamou a atenção uma conta de R$ 468 em um restaurante de São Paulo. Além disso, no mesmo dia, o ministro usou o cartão duas vezes --pagou a despesa de R$ 198 em uma churrascaria e de R$ 217 em outro restaurante.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u368641.shtml
Comnetário: Parece que pouco se muda nesse pais e só depois de um escãndalo.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
A Farra de Lula com o dinheiro Público
Sérvia e Rússia
25 jan. 2008
MOSCOU (AFP) — O presidente russo Vladimir Putin garantiu nesta sexta-feira a seu colega sérvio, Boris Tadic, a oposição categórica da Rússia a qualquer declaração unilateral de independência do Kosovo, durante a assinatura de importantes acordos energéticos no Kremilin.
"A Rússia se opõe categoricamente a uma proclamação unilateral de independência do Kosovo", insistiu Putin à imprensa.
"Isso poderia provocar graves danos ao sistema de direito internacional e teria conseqüências negativas tanto para os Bálcãs, quanto para o mundo", ressaltou.
Boris Tadic agradeceu a seu tradicional aliado o apoio "sem o qual a Sérvia teria mais dificuldade em defender seus interesses no Kosovo". Mesmo com o apoio russo, Belgrado se isolou na comunidade internacional, notadamente diante de Washington e de uma maioria dos Estados-membros da União Européia, que consideram a independência como inevitável.
Na véspera, o primeiro-ministro kosovar, Hashim Thaçi, disse que a proclamação da independência de sua província não era mais do que "uma questão de dias". Diplomatas europeus calculavam que ela ocorreria entre o final de fevereiro e o início de março.
"A Sérvia nunca renunciará à preservação de sua integridade territorial", insistiu Tadic ao lado de Putin.
O jornal russo Kommersant ironizava nesta sexta-feira esta troca de gentilezas, vendo no apoio de Moscou a Kosovo uma recompensa a Belgrado pelos importantes ativos cedidos ao gigante russo Gazprom.
Os acordos sobre gás e petróleo, anunciados em 22 de janeiro por Belgrado, só foram assinados de fato durante esta cerimônia presenciada pelo primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica e o vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, sucessor designado de Vladimir Putin.
O primeiro documento assinado é um protocolo de acordo que trata da tomada de controle pela gigante Gazprom sobre o maior grupo petrolífero sérvio, Indústria Petrolífera da Sérvia (NIS), com 51% de seu capital.
Segundo o texto deste documento citado pela agência Itar-Tass, a Gazprom Neft, filial petrolífera da gigante do gás russo, comprou 51% da NIS por 400 milhões de euros e se prepara para investir outros 500 milhões de euros até 2012 para modernizar a empresa sérvia.
O segundo é um "acordo de cooperação" intergovernamental entre os dois países para os próximos 30 anos e prevê notadamente a participação da Sérvia no gasoduto South Stream, destinado a diversificar as rotas do transporte do gás russo até a Europa.
Ao receber Tadic, Putin fez uma alusão a sua participação no segundo turno presidencial da Sérvia, em 3 de fevereiro.
"O fato de que você tenha vindo aqui apesar de um calendário político interno pesado, é prova de que o evento (a assinatura dos acordos energéticos) é importante tanto para a Sérvia quanto para a Rússia", disse Putin.
Esta visita do líder sérvio a Moscou a poucos dias da eleição esteve no centro de especulações sobre um sinal de apoio ao candidato Tadic, pró-europeu, com relação ao ultranacionalista Tomislav Nikolic, considerado pró-russo.
No momento em que acontecia a cerimônia no Kremilin, Boris Grylov, presidente da Duma (Câmara Baixa do Parlamento) e próximo de Putin, anunciou a visita, nesta segunda-feira, do candidato ultranacionalista sérvio, Tomislav Nikolic, que será recebido no Parlamento.
http://afp.google.com/article/ALeqM5g3W8SpBocaf_yyE92JUOpgJRpyvg28/01/2008
MOSCOU (Reuters) - A Rússia alertou os Estados Unidos e a União Européia que tomará uma série de medidas não identificadas se a província sérvia do Kosovo declarar independência unilateralmente.
O negociador russo para o Kosovo, Alexander Botsan-Kharchenko, se recusou a dar qualquer detalhe sobre os passos, mas disse que o reconhecimento da independência do Kosovo pelo Ocidente levaria a uma catástrofe humanitária na província.
Quando perguntado sobre se a Rússia tinha um plano de ação para o caso de Kosovo declarar independência, ele afirmou: "Sim, o Ministério do Exterior da Rússia preparou uma série de passos e medidas. Essas medidas estão totalmente de acordo com nossa posição sobre a independência para o Kosovo".
Os líderes dos albaneses étnicos, que são 90 por cento dos dois milhões na província separatista, dizem que eles estão a semanas de declarar independência da Sérvia.
Os EUA e as principais potências da UE devem reconhecer o movimento, apesar da oposição de Belgrado e da Rússia, principal potência aliada da Sérvia.
30-01-2008
«Vim manifestar o meu agradecimento ao apoio mostrado pela Rússia à Sérvia, que luta para conservar o Kosovo no seu seio», afirmou Nikolic, citado pela agência Interfax.
O político sérvio disse que Belgrado «defende os princípios da carta de fundação da Organização das Nações Unidas e a actual ordem internacional, que definem que a revisão das fronteiras é inaceitável».
No encontro esteve presente Borislav Milosevic, ex-embaixador sérvio e irmão de Slobodan Milosevic, o antigo líder jugoslavo morto em 2006.
Nikolic apresentou o diplomata sérvio como «o símbolo dos laços entre a Rússia e a Sérvia».
O candidato à Presidência sérvia descreveu a Rússia como o «principal aliado político» do país no mundo e defendeu o aumento da cooperação bilateral em todos as áreas.
Nikolic falava durante na reunião à porta fechada com o presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma), Boris Gryzlov, no segundo dia da sua visita à Rússia.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=316192Comentários: Bush e o ocidente está fortalecendo os laços da Rússia com a Sérvia. Apliando a influência de Putin. Bush deveria ser considerado o maior paspalho doque já foi presidente dos Estados Unidos. As cagadas dele está apenas fortalecendo a Putin.

